quarta-feira , 16 agosto 2017
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“Pai, pai, pai, pai nosso que estás no céu…”

Um vídeo que circula na internet mostra a escritora Adélia Prado cantando com uma imensa e eclética platéia, a oração universal do Pai nosso. Emociona mais ainda ao saber que a oração está sendo feita pelo nosso amado Brasil… Na união e oração esta a esperança de um Brasil melhor!
Independentemente da religião, da cultura, da civilização, da língua, nos momentos de aflição as pessoas deixam sempre escapar de seus lábios um: Ai meu Deus! Oh, my God! Dio mio! Mon Dieu! Mio Dio! Mein Gott! Moj Bog! (croata) e tantos outros idiomas…
E esse grito está nas bocas até mesmo de pessoas não crentes. É um grito que brota do inconsciente coletivo e nos remete a nossa pequenez diante das contingências da vida. Quando percebemos que não podemos dar conta do recado sozinho e reconhecemos humildemente que precisamos de ajuda, clamando sempre pelo Pai.
Mas que imagem de pai temos então diante de nós? Ao invocá-Lo como pai, colocamo-nos em “relação de confiança com Deus, como uma criança que se dirige ao seu pai, sabendo ser amada e cuidada por ele. Essa é a grande revolução que o cristianismo imprime na psicologia religiosa do homem. O mistério de Deus, que sempre nos fascina e nos faz sentir pequenos, porém, não causa medo, não nos sufoca, não nos angustia. Essa é uma revolução difícil de acolher em nossa alma humana.” “Todo o mistério da vida cristã está resumido aqui, nesta palavra: ter coragem de chamar Deus com o nome de Pai.” Diz-nos o papa Francisco na sua catequese semanal com o título: “A paternidade de Deus, fonte de nossa esperança.”
E esta é a imagem dos pais da atualidade que nós queremos celebrar neste segundo domingo de agosto. Pais que acolhem os filhos desde a gravidez, que praticamente engravidam juntos com a mãe e a acompanham nas difíceis e alegres horas do parto (mesmo que alguns até desmaiem…). Pais que carregam seus pequerruchos com o maior cuidado com medo de machucá-los e acompanham todo a seu crescimento desde o recém nascido que chora para mostrar suas necessidades, ao bebê que aprende a sorrir, a balbuciar, a dar os bracinhos, a engatinhar, andar, falar… A maior retribuição ao carinho recebido é quando diz Papai e abre seus bracinhos para aquele abraço gostoso.
Os pais de hoje, na sua maioria, não se parecem com os de antigamente que corrigiam seus filhos com o olhar, que impunham medo, distância, que sufocavam, angustiavam seus filhos para não perder a autoridade.
Graças a Deus, os pais estão descobrindo a indescritível alegria da paternidade e estão cada vez mais “Pais tipo mãe. Esse então é uma beleza!” – diz-nos Silvia Ortoff no seu maravilhoso livro infantil” Se as coisas fossem mãe”. E se os pais não tiveram essa oportunidade quando do nascimento de seus filhos, Deus lhes dá uma segunda chance com a chegada dos netos. O gritinho alegre chamando pelo vovô, o abraço carinhoso e confiante quebra a dureza que possa existir em qualquer coração. A confiança com que se jogam nos braços do pai com açúcar = vovô, remete ao insondável mistério de nossa vida, que nos faz também nos jogarmos no infinito, certos de que nosso Pai não nos abandonará.
Como aquele menino que brincava tranquilamente em um navio em plena tempestade, sem o menor sinal de medo, preocupação, ansiedade. Perguntado se não estava com medo, respondeu calmamente: Não. Meu pai é o capitão do navio!
Nessa nossa difícil travessia por esses mares tão atribulados da história do Brasil, com tantas intermináveis revelações diárias do assalto coletivo dos governantes à riqueza do nosso país, como precisamos de um capitão-pai que conduza esse navio ao porto seguro!… Somente Deus pode nos ajudar e iluminar as consciências de nossos mandatários, juristas, políticos corruptores, empresários corrompidos… Se conseguirem ludibriar os tribunais terrenos, não escaparão do julgamento eterno de Deus!
Parabéns a todos os pais que cuidam de seus filhos e dos filhos desse imenso Brasil como Deus cuida de nós!

Maria Joana Titton Calderari
Graduada Letras UFPR, especialização Filosofia-FECILCAM e Ensino Religioso-PUC, membro da AML de Campo Mourão- majocalderari@yahoo.com.br

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