O ANO POLÍTICO

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O ANO POLÍTICO

*Cida Freitas

Dois mil e dezoito não é somente mais um ano, é o ano que marcará para sempre a história do Brasil, esse país maravilhoso e tão sofrido devido aos desmandos políticos.


O povo brasileiro é rico pela sua miscigenação racial. Costumes, culturas que se misturam, fazem do Brasil um país único. Olhando para as riquezas naturais, é um país invejado pelos povos estrangeiros; ao considerar a população, tem-se a certeza de um povo alegre, ordeiro, receptivo, quase feliz, mas de uns tempos para cá, ações políticas tiveram a intenção de dividir o povo e conseguiram. De um lado os que não perceberam a enganação do governo populista e de outro lado, os que tentam recuperar os valores perdidos ao longo da história.
Na verdade, continuar como está ou mudar depende de cada eleitor. Por isso a necessidade de analisar muito bem os nomes que se colocam como candidatos. Votar por votar é deixar o País à deriva. Cada um de nós deve pegar no volante desse gigante e perceber que cada eleitor não é apenas um número, mas um ser que pensa, raciocina, sente na pele os efeitos de um governo sem compromisso com a dignidade de seu povo.
Governante que realmente se preocupa com a população tem como meta a educação de verdade, não a que treina para o mercado de trabalho somente. Educação de verdade forma o ser pensante, capaz de agir e de reagir diante da realidade colocada.
Educação de verdade forma ser humano sensível, capaz de se colocar no lugar do outro e, em se colocando, perceber que o bem não pode ser individual, mas coletivo. Que as riquezas geradas devem ser distribuídas em forma de educação, saúde, segurança, incentivo à produção que promove a empregabilidade, não para serem desviadas para os próprios governantes, familiares e apadrinhados. Isso é tão claro como o sol, mas os políticos de caráter duvidoso insistem em ignorar essa verdade.
Votar não deveria ser obrigatório. A obrigatoriedade já é uma forma de induzir os menos avisados. A Democracia brasileira precisa ser revista. País democrático obriga o povo a votar? Não é uma incoerência? – Mas, se o voto não fosse obrigatório, votariam somente aqueles que acompanham a vida política e se preocupam com os destinos do País. A obrigatoriedade facilita os votos de cabresto, a enganação que favorece os que gostam de agradar com tapinhas nas costas, elogios infundados, presentinhos, promessas…
Estamos à deriva. Milhares de desempregados; escolas que aceitam aprovar o aluno que mal lê e escreve mesmo ao terminar o Ensino Médio; pessoas que morrem todos os dias por balas perdidas ou pela violência que passou a dominar os noticiários; pessoas que defendem com veemência o aborto e não se preocupam ao ver crianças baleadas dentro da escola, no quintal de casa, na barriga da mãe… que não se preocupam com os doentes que morrem sem atendimento nas portas dos hospitais ou dentro deles por falta de profissionais, por falta de equipamentos, por falta de medicamentos…
É preciso colocar o Brasil no seu caminho. Para isso é preciso votar em pessoas que, mais do que discursos, tenham em si valores morais e patrióticos. São os valores que definem uma sociedade. Onde tudo parece normal, nada cresce porque é preciso cuidar. Respeitar as diferenças é uma coisa, permitir que seus valores sejam minados, destruídos, é outra coisa.
Que Deus ilumine cada um de nós para que possamos escolher bem e fazer do Brasil o melhor lugar do mundo pelo trabalho de seu povo e pelas ações de seus governantes!

*Cida Freitas, professora, empresária e escritora

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