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Netflix testa opção para acelerar séries e Hollywood está indignada

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Netflix começou a testar entre poucos usuários a opção de diminuir ou aumentar em até uma vez e meia a velocidade de exibição de séries no celular. Mas essa função não foi muito bem recebida por produtores e artistas de Hollywood que se posicionaram contra.

Aaron Paul, que recentemente estrelou El Camino (o filme da Netflix que serve como desfecho do personagem Jesse Pinkman de Breaking Bad) publicou o seguinte no Twitter: “Pare! Não há como a Netflix seguir em frente com isso. Isso significaria que eles estão assumindo completamente o controle da arte de todos e destruindo-a. A Netflix é muito melhor que isso. Estou certo, Netflix?” 

Ele não foi o único que tem uma produção na Netflix a criticar o teste da empresa. O cineasta Judd Apatow que cocriou a série Love, twittou uma ameaça: “Não me obrigue a ligar para todos os diretores e criadores de programas na Terra para lutar contra vocês. Economize meu tempo. Eu vencerei, mas levará um bom tempo. Nós te damos ótimas produções. Deixe-as como deveriam ser assistidas.”

O diretor de Homem-FormigaPeyton Reed, endossou o coro. “Essa é uma péssima idéia, e eu e todos os diretores que conheço lutaremos contra ela”, escreveu no Twitter. Outros diretores que o acompanharam foram Brad Bird (Os Incríveis), que disse que a proposta da Netflix é “outra ideia espetacularmente ruim” e “mais um golpe na experiência do cinema que já sofre ensanguentada”, e Peter Ramsey (Homem-Aranha no Aranhaverso)  que questinou no Twitter por que “tudo tem que ser projetado para os mais preguiçosos e sem gosto?”

Após a polêmica, a Netflix enviou uma declaração a Entertainment Weekly dizendo que a função só está em testes e que não é nada permanente por enquanto. “Estamos sempre experimentando novas maneiras de ajudar os assinantes a usar a Netflix. Esse teste permite variar a velocidade com que as pessoas assistem a programas em seus celulares. Como em qualquer teste, ele pode não se tornar um recurso permanente na Netflix”, afirma a empresa.

Devido à polêmica que o assunto causou, a vice-presidente da Netflix, Keela Robinson, escreveu um texto no blog oficial da empresa para explicar mais sobre os testes. “É um recurso que está disponível há muito tempo em aparelhos de DVD – e tem sido frequentemente solicitado por nossos assinantes. Por exemplo, pessoas que desejam assistir a sua cena favorita ou que querem ir mais devagar porque é um título em idioma estrangeiro”, diz a executiva.

“Estamos atentos às preocupações dos produtores e não incluímos telas maiores, principalmente TVs, neste teste. Também corrigimos automaticamente o tom do áudio em velocidades mais rápidas e lentas. Além disso, os assinantes devem optar por variar a velocidade cada vez que assistirem a algo novo – contra a Netflix manter suas configurações com base na última opção. Não temos planos de lançar nenhum desses testes no curto prazo. E se introduzirmos esses recursos para todos, em algum momento, dependerá do feedback que recebermos”, completa Keela Robinson.

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