“Mais Médicos”, de novo…

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“Mais Médicos”, de novo…

Geórgia Coletty

Falar sobre o “Mais Médicos” ficou difícil, chato e sem graça. Era uma coisa tão óbvia, notadamente antiética e cruel, que não deveria nem ser objeto de discussão e sequer ser um projeto implantado e que ocorreu no Brasil durante 5 anos.


Alguns me diriam, “E daí? Já escravizamos índios, negros, será apenas mais uma mácula na nossa história… daqui a 10 anos ninguém mais lembrará!” Tenho que concordar, pode ser. Mas uma vergonha não perde seu teor ruim quando é esquecida.
Sinto-me constrangida que meu país que é pobre, explore a pobreza e os problemas de outro país mais pobre para se desenvolver… não consigo me sentir confortável com isso.
Peço desculpas aos conhecidos, mas utilizarei de argumentos vazios como tem sido feito e aceito por todos nos últimos anos no Brasil. Já escrevi artigos falando do plano de governo em questão, já demonstrei fatos e argumentos que levariam a qualquer pessoa inteligente a não votar nos mesmos, mas não adiantou nada. Então comecei a utilizar da máxima, “se não pode vencê-los, junte-se a eles.”
Escutei idiotices e argumentos sofistas e gramscistas sobre como esse plano beneficiou a vida de algumas pessoas… são estudantes e grupos que se acham acima das outras classes, intelectuais que estudam “grandes” pensadores como Marx, que querem destruir a família, a igreja e os partidos políticos para destruir o estado e acabar com a oposição para hegemonicamente construir um novo estado. Seria lindo, caso fosse possível.
A mudança está toda na cultura, agem para construir um grupo hegemônico. Ganha quem tiver o maior poder de manipulação. Ganha quem conquistar os meios de produção, para conquistar eficácia, ou força política que substituiria o poder do estado ou do exército. (Confuso, não é? Também acho, mas os Gramscistas não acham!)
Outros me dizem que não estou no meio e não tenho referências do quanto o Mais Médicos melhorou a vida dos brasileiros em alguns lugares ermos. Ok! Reconheço que alguns lugares e pessoas carentes possam ter se beneficiado de ter tratamento médico pois antes não possuíam nenhum.
Só não consigo ver mérito nisso.
Recentemente vi um vídeo de uma médica do SINDICATO DOS MÉDICOS DE ALAGOAS que falava das benesses e maravilhas dos programas de governo para o atendimento nesses lugares. Sim, maravilhas (agora sou eu que estou abusando das figuras de linguagem) pois, os planos desenvolvidos por nutricionistas sugerem salmão para os pacientes desses lugares, mas os pacientes não possuem condição, ao menos, de comer sardinha.
Ouvi recentemente de uma amiga, por várias vezes, o argumento de que R$ 3000,00 para serviços médicos está de acordo com a base salarial brasileira, e que isso já bastaria para desconfigurar o meu argumento de que eles são escravos, pois o salário mínimo no Brasil de R$ 954,00 é suficiente para sustentar muitas famílias brasileiras.
Suficiente? Eu diria que isso é mais um sofismo. Pois sim, eles sobrevivem, mas isso ao meu ver está muito longe de ser considerado uma vida digna e confortável.
Caímos no mesmo problema anterior… são argumentos criados para discussões falaciosas e, no mínimo irresponsáveis.
Sempre disse que o PT não oferecia um plano de governo viável para a sociedade, mas preferências políticas a parte, tenho que reconhecer os esforços que trouxeram algumas coisas positivas…
Há muitos pobres que dizem que o Lula foi bom para o Brasil, que igual a ele não haverá jamais… aí entramos em um plano engenhoso de manipulação e de aspectos construídos a base de um plano econômico que endividou mais o Brasil que beneficiou.
Não importa o fato de termos ficado com uma dívida interna monstruosa, com problemas culturais que antes não havia, com uma violência extrema em alguns lugares e que tenhamos amigos de infância assassinados cruelmente por causa de um bem de consumo qualquer… não importa para alguns, eu me importo!
O referido presidente teve alguns méritos em implementar políticas que nos beneficiaram, mas apesar de repeli-lo até minha ultima célula, não consigo compactuar com formas ilegais (das quais ele abusou) ou que trazem um prejuízo econômico futuro para o Brasil em nome dele ter construído uma fortuna para ele e suas próximas 10 gerações.
Nesse aspecto os “intelectuais de carteirinha” me dizem: “e qual governo foi honesto no Brasil? Quando foi que não houve corrupção?”
Sim, não houve muitos exemplos de honestidade, mas para mim, eu compactuar com a desonestidade seja em qualquer aspecto, grau ou sob qualquer justificativa, nos faz tão maus ou condenáveis quanto aqueles que a praticam.
E, afinal, com Mais Médicos ou Menos médicos, assim segue a vida do brasileiro… Continuando, sobrevivendo, trabalhando e cantando e seguindo a canção… somos todos iguais braços dados ou não…
Desculpem, abusei da informalidade pois ouvi críticas de que “sou muito nova para ser tão chata” ao escrever, criticar ou apontar nossas falhas. Agora estou agindo como todo típico brasileiro, não perdendo a alegria seja qual for a consequência dessa indolência. (a rima não foi premeditada!)
Pelo menos, tentei escrever um texto alegre e compreensível, para tanto, senti falta dos emoticons… hahaha! Mas me diverti! Um beijo para quem fica, e meus votos de felicidade a todos.
Geórgia Coletty
Bacharel em Direito, escritora, empresária, editora.

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