terça-feira , 22 Maio 2018
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Mãe é de outro mundo!!!

“Que saudades da casa de minha mãe!… Como eu gostaria de voltar para lá!”
Esse comentário saindo do coração de uma amiga octogenária me fez pensar muito nessa relação incrível de carinho, afeto, amor que existe entre mãe e filhos. O tempo, a idade, a inexorabilidade da vida pode nos distanciar de nossa mãe, mas as raízes deste amor permanecem firmes dentro de nós e indicam o norte da nossa vida, dura jornada neste mundo que quer nos afastar dos valores que nossa mãe nos ensinou.


Por mais birras que tivemos feito quando crianças, por mais que testamos a sua paciência em nossa adolescência, por mais que nos achamos independentes, superiores em nossa juventude, chega o momento, mais cedo ou mais tarde, em que a saudade vai apertar nosso coração e sentiremos falta de sua presença amiga, companheira, carinhosa e lembraremos os seus conselhos, dos seus ditos intuitivos e tão certeiros… ”Vira essa boca pra lá, heim, mãe!!!”“É minha mãe tinha razão…” Para os que ainda tiverem sua mãe ao seu lado e muitas vezes teimam em não escutá-la, a comparação entre a mãe e o mundo da escritora Martha Medeiros ajuda e entender melhor o valor da mãe e saber que “ Mãe é bom em qualquer idade. Sem ela, ficamos órfãos de tudo, já que o mundo lá fora não é nem um pouco maternal conosco.”
Realmente o mundo não se importa conosco, só quer defender os seus interesses e não os nossos. Não liga se passamos fome, frio, se ficamosa noite fora de casa, se andamos em má companhia, se adoecemos, se estamos tristes, solitários… Não sabe dos nossos medos de infância, não nos acolhe em sua cama quando os pesadelos da vida nos acordam na noite escura, não acompanhou nossa luta para tirar boas notas no colégio, para arrumar um emprego, para construir nossa vida, para acolher nossos filhos recém-nascidos. “O mundo quer nosso voto, mas não quer atender nossas necessidades. O mundo, quando não concorda com a gente, nos pune, nos rotula, nos exclui. O mundo não tem doçura, não tem paciência, não pára para nos ouvir; diz Martha.
“O mundo quer que a gente fique horas ao telefone, torrando dinheiro. Quer que a gente case logo e compre um apartamento que vai nos deixar endividados por vinte anos. O mundo quer que a gente ande na moda, que a gente troque de carro, que a gente tenha boa aparência e estoure o cartão de crédito.
Mãe também quer que a gente tenha boa aparência, mas está mais preocupada com o nosso banho, com os nossos dentes e nossos ouvidos, com a nossa limpeza interna: não quer que a gente se drogue, que a gente fume, que a gente beba.”
“O mundo nos olha superficialmente. Não consegue enxergar através. Não detecta nossa tristeza, nosso queixo que treme, nosso abatimento. O mundo quer que sejamos lindos, sarados e vitoriosos para enfeitar a ele próprio, como se fôssemos objetos de decoração do planeta. O mundo não tira nossa febre, não penteia nosso cabelo, não oferece um pedaço de bolo feito em casa.”
“Mãe é de outro mundo. É emocionalmente incorreta, exclusivista, parcial, metida, brigona, insistente, dramática, chega a ser até corruptível se oferecermos em troca alguma atenção. Sofre no lugar da gente, preocupa-se com detalhes e tenta adivinhar todas as nossas vontades, enquanto o mundo, propriamente dito, exige eficiência máxima, seleciona os mais bem-dotados e cobra caro pelo seu tempo. Mãe é de graça”conclui Martha.
Obrigado mãe por todas as marcas que imprimiu em meu coração. Parabéns a todas as mães que dia após dia continuam indo contra a maré do mundo e fazem a sua parte!

*Maria Joana Titton Calderari – graduada Letras UFPR, especialização Filosofia-FECILCAM e Ensino Religioso-PUC, membro da AML de Campo Mourão- majocalderari@yahoo.com.br

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