ILUMINAÇÃO PARA PROJETOS DE INTERIORES

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ILUMINAÇÃO PARA PROJETOS DE INTERIORES

Para se desenvolver um ótimo projeto de interiores é essencial que a beleza esteja atrelada à funcionalidade, ou seja, tudo deve estar de acordo: revestimentos, cores, peças de decoração, mobiliário e, é claro, a iluminação. A luz é fundamental para o bem-estar do homem e pode transmitir diferentes sensações.

Nesse sentido, a escolha da lâmpada a ser utilizada no ambiente é tão importante quanto a escolha da luminária. Para não errar na escolha do produto podem-se analisar alguns aspectos técnicos diretamente com o vendedor, ou ainda apenas lendo as informações presentes na embalagem. Por exemplo, a temperatura de cor da luz, medida em Kelvin (K), classificam as lâmpadas em luzes de cores frias ( 6000 K), cores neutras ( 4500 K), e as luzes de cores quentes ( 3000 K).


Essa classificação se dá em comparação à luz solar, que ao amanhecer apresenta tons avermelhados e quentes e, a medida que o tempo passa a sua luz vai se esbranquiçando, tom mais frio, e ao entardecer retorna aos tons alaranjados e quentes. Assim como a luz solar regula as atividades diárias, deve-se utilizá-la como parâmetro para iluminar os ambientes.
As luzes de cor neutras são as mais indicadas para a iluminação geral, são agradáveis aos olhos, criando um aspecto natural e calmo, por isso podem ser amplamente utilizadas. As lâmpadas com luzes frias apresentam tonalidade branco azulado, são muito utilizadas em estabelecimentos que exigam grande atenção em suas atividades pois colaboram com a produtividade e despertam as pessoas. Já as tonalidades de luz quente, assim como em um entardecer, transmitem a sensação de aconchego e relaxamento, ou seja, são indicadas para iluminações de destaque dramático.
Outra especificação facilmente encontrada é o consumo energético do produto, medido em Watts (W). Atualmente, a tecnologia LED tem sido muito satisfatória no sentido de reduzir a quantidade de energia gasta para se atingir o mesmo fluxo luminoso, ou mesma quantidade de luz, do que as apresentadas por lâmpadas incandescentes e até mesmo as fluorescentes. A lâmpada bulbo incandescente consome em média 60W, já a lâmpada bulbo de LED consome em média 10W, ou seja, seis lâmpadas LED consomem o que apenas uma incandescente consome de energia para funcionar.

Independentemente do consumo, tem-se a questão do fluxo luminoso da lâmpada, medido em lúmens (lm), indica qual a quantidade de brilho o produto emite em determinada área. Ou seja, quanto mais lúmens a lâmpada for capaz de emitir, mais claridade haverá no ambiente. Essa informação tão importante é muitas vezes esquecida, ou até mesmo desconhecida. Com a tecnologia LED a tendência é que as lâmpadas apresentem um fluxo luminoso cada vez maior com o mínimo de consumo energético, aumentando assim, a eficiência e a durabilidade dos produtos.
Esses são apenas alguns aspectos a serem analisado. Quando se vai adquirir uma lâmpada o objetivo sempre é atingir o conforto do usuário, com instalações eficientes e eficazes, tanto no sentido funcional quanto no econômico, buscando reduzir os custos de aquisição e manutenção.

Arieli Fernandes Zago
Arquiteta e Urbanista – Universidade Estadual de Maringá
Especialista em Projeto de Interiores e Iluminação

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