sábado , 21 outubro 2017
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Dia das Crianças com família “O berço da Alma”

“Os filhos são como pipas, você os ensinará a voar, mas não voarão o teu vôo. Os ensinará a sonhar, mas não sonharão teu sonho. Ensinará a viver, mas não viverão a tua vida….

 

Família: O berço da Alma

A origem da palavra família possui alguns significados diferentes em sua etimologia. No latim o radical da palavra família pode ser entendido como “fames” que significa fome, ou como “famulus” que significa servente. Por outro caminho, o do hebraico, a palavra tem como objetivo expressar a idéia do “estar junto”.
A princípio no dia – a – dia, a origem de uma palavra parece que pouco nos importa, já que as relações estabelecidas no âmago do seio familiar por exemplo, são sempre as causas e os objetivos de ser família.


Para alguns a palavra, a idéia ou até mesmo o sentimento de família, os transporta a ressentimentos quase insuportáveis.
Da mesma maneira com que outros proclamam em auto e bom som que não saberiam viver sem a sua família.
De um modo geral, podemos compreender a família como um conjunto de pessoas que a partir de laços consanguíneos ou pelo desejo de filiação, estabelecem relações de parentesco ou de construção de um novo lar a partir do casamento/união estável.
Quando falamos dos laços de sangue, mas propriamente dizendo, da compatibilidade genética, é impossível escolher o parentesco. Há um ditado muito comum que se diz , “parente a gente não escolhe”. E apesar da raiva que esse ditado carregar, é também a partir dele que podemos compreender que a vida em família não é feita das pessoas perfeitas, mas da capacidade que o amor carrega em si mesmo de suportar uns aos outros, de apoiar e ser apoiado, de perdoar e ser perdoado, de criticar e ser criticado, sem que para isso haja uma separação total.
Ser família é se relacionar.
Do outro lado, também construímos novas famílias. Com pessoas que adentram a nossa vida e a nossa história, que vem de uma outra história, de uma outra origem, de um outro lar. O casamento é o exemplo maior disso, no qual um casal deixa sua família de origem para juntos construírem uma nova família. Esse modelo de família a partir do casamento é o modelo apontado pela Bíblia: “é deixará o homem a sua casa e se unirá a sua mulher” (Mateus 10:7).
Pois bem, se assim podemos compreender o que é uma família, através das relações entre duas ou mais pessoas por meio de uma carga genética ou padrões de relacionamentos pré – estabelecidos, pai, mãe, filhos, avós, cachorro, papagaio, sogra (ops, alguns vão dizer que sogra e cunhado não são da família). Mas e pergunta: Porque formamos família?
A resposta inicial de alguns seria a necessidade filiogenética de viver em grupo como uma forma de proteção, assim nos tornamos seres gregários, que agrega e congrega.
Ok, talvez isso satisfaça alguns, mas ao meu ver essa necessidade vai muito além do objetivo de se proteger.
Você se lembra das três possibilidades da etiologia da palavra família ali no início do texto? , 1- fome, 2 – servente 3 – estar junto.
Muito bem, acredito que ser família é a necessidade de estarmos juntos por causa da fome de amor, que só é suprida quando servimos uns aos outros na relação de amor do mesmo lar.
Ser família é ter fome de Amor!

*Marco Aurélio Dias
Psicólogo Clínico – CRP 08/21538
*Especialista em Psicoterapia Psicanalítica
*Especializando da Clínica Freud -Lacaniana

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