Amar não é para quem quer, é para quem pode!

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Amar não é para quem quer, é para quem pode!

couple in love at the day time

*Marco Aurélio Dias

O que é o Amor?
O que você e eu sabemos, e concluímos sobre o amor, é o resultado do momento cultural em que vivemos. O amor é um fator cultural.
Os nossos avós e bisavós muito provavelmente tinham uma idéia muito diferente da nossa sobre esse assunto tão delicado. Tinham eles uma ideia sobre o que era o casamento – o amor entre homem e mulher era determinado por essa idéia. Sobre o que era ter filhos – a educação e relações entre pais e filhos era determinada por essa idéia. O que era a fé – a relação com Deus, a religião e o próximo era também determinada por isso.
Do mesmo modo como nossos ancestrais, nós também temos uma resposta consciente ou inconsciente sobre “o que é o amor?”.
E por que temos essa idéia ou noção do que seja o amor independente do momento em que vivemos e do modelo de relação amorosa?
Por existir algo fundamental no amor, que é a própria falta.
Onde há amor, há falta!
Não seríamos desejados, e o s outros não seriam desejados por nós, sem a falta. Para que haja desejo, é preciso que haja falta. Não desejamos o que temos, desejamos o que nos falta. E portanto, se desejamos o amor é porque…?
Mas se tudo fosse tão simples assim, pelo fato de todos nós termos as nossas faltas, o amor é o que aconteceria para todos. Porém, não lidamos muito bem com as nossas próprias faltas, e com a dos outros também. Já que, nos relacionamos com os outros como nos relacionamentos com a gente mesmo.
Não é fácil lidar com a falta. Não é à toa que idealizamos a quem amamos, na tentativa de sustentar a fantasia, que existe algo ou alguém que pode preencher a nossa falta. Alguns encontram em apenas um ano, vários “amor da minha vida”, na busca pela completude.
É preciso imaginar sim, algo de belo, importante, e admirável em quem se ama. Afinal o amor tem cores, sabores, sons e sensações, e que sem eles o amor não teria graça.
No entanto, onde o amor está, o ideal não está.
E essa é a grande questão, haja vista que nem todos suportam abandonar a idéia de um ideal em nome do amor.
Se o desejo é o nome escrito na carne, o amor é o sobrenome do desejo, escrito na alma. O amor é o nome sobre todo o nome.
Nem todos sabem o que é o amor, e o que é amar. Mas é um fato, que o amor não é para quem quer, é para quem pode abandonar o Ser ideal.

Marco Aurélio Dias
Psicólogo Clínico – CRP 08/21538
*Especialista em Psicoterapia
*Especialista na Clínica Psicanalítica
Telefone: 9 9832-7964

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