60 ANOS DA IGREJA PRESBITERIANA DO BRASIL EM CAMPO MOURÃO

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60 ANOS DA IGREJA PRESBITERIANA DO BRASIL EM CAMPO MOURÃO

Comemorar os 60 anos da IPB em Campo Mourão nos remete a uma história significativa e transformadora, ocorrida na Europa, nos séculos XVI e XVII
Impossível ignorar a importância dos fatos vinculados ao movimento da Reforma Protestante, que culminou com mudanças na estrutura social, política e religiosa, atingindo todos os países europeus e, por conseguinte, ultrapassando os mares e oceanos que limitavam o citado continente.
Necessário se faz lembrar que, conflitos, guerras, perseguições e disputas de poder entre os diversos Reinos e o Papado, foram travadas na busca da liberdade religiosa e política, inerentes à nascente filosofia pregada.
Importantes consequências garantiram a separação entre o Estado e a Igreja.
Muitos seguidores da Igreja Reformada fugiram de seus países para colônias da América do Norte buscando a liberdade de professar sua fé.
Graças ao processo migratório, o Brasil também foi beneficiado com a presença dos denominados protestantes a partir do século XIX. Isto não significa que não tenham passado antes por nosso país. Porém, a fixação efetiva se deu a partir do século citado.
Ao nos referirmos à entrada do protestantismo no país, vale lembrar que ocorreram sob o modelo de dois referenciais distintos, isto é, a presença do Protestantismo de Imigração e, segundo, o Protestantismo de Missão.
O primeiro chegou com os imigrantes de diversas etnias, entre os quais, ingleses (anglicanos), alemães (luteranos) e outros. Ainda permanecem alguns destes em nosso país.
Já, os presbiterianos estão inseridos na categoria de missões. Surgiu com missionários norte americanos, desejosos de divulgar e expandir a fé cristã. Inicialmente se estabeleceram na rota do café, ocupando os Estados de Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná. Criaram Igrejas, Colégios, hospitais, expandindo consideravelmente a região onde se estabeleceram. Influenciaram positivamente na formação de valores, comportamentos, cultura de modo geral.
Campo Mourão recebeu o primeiro Pastor missionário José Costa, em 1954.
Era ainda uma pequena cidade, sem infraestrutura adequada, com estradas deficitárias e meios de comunicação ainda rudimentares.
Relatos do missionário citado demonstram as dificuldades e penúrias vivenciadas por ele, nos primeiros anos que desenvolveu seu trabalho aqui.
Descreve a presença de aventureiros na região, a violência existente, assaltos e o medo que as pessoas tinham de sair à noite, nos parecendo ter sido uma terra sem lei.
Ao referendar sobre seu trabalho, cita a existência de duas pequenas Congregações, de um pessoal advindo de Minas Gerais, no sítio, sendo elas: a do Pousinho, formada pelos advindos do Leste mineiro e a do Kilômetro 28 advindos da região oeste de Minas Gerais.
Ele procurou dar assistência a eses evangélicos, além de outros que encontrou na cidade com o passar do tempo.
Em 28 de março de 1954, num domingo, às 15 horas conseguiu realizar a primeira reunião de abertura do trabalho presbiteriano na cidade. Isto ocorreu numa sala de bar, alugada do Sr. Nakaiama, na rua Araruna, provisoriamente.
As reuniões ficaram programadas para as quartas-feiras à noite e domingos pela manhã. Porém, o medo das pessoas de andarem à noite, resultava em ausências totais nas quartas.
A persistência do Pastor levou-o à aquisição de um Jeep, o que viabilizou a melhoria de seu trabalho ampliando seu campo de ação.
A Igreja Presbiteriana de Campo Mourão foi organizada como tal em 12 de agosto de 1959, em novo local adquirido com ofertas. Contava com 213 membros comungantes, recebidos por jurisdição, por transferência, por batismo e confissão de fé. Isto abrangia todo campo missionário da região na época.
Durante todos os anos da história de IPB em Campo Mourão, diversos pastores já passaram pela Igreja deixando sua contribuição tanto na administração física, como também, na herança espiritual.
Hoje, aos 60 anos de história, a IPB conta com excelente espaço físico, em área nobre da cidade, que atende as necessidades, um Conselho atuante, constante ação em prol de nossa cidade, e aproximadamente 700 membros.
A Igreja tem projetos de acolhimento, evangelização, enfim, continua buscando agir dentro dos mesmos ideais de sua origem, sendo luz no mundo e sal da terra.

Beth Ecker/Cidinha Coletty

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